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fevereiro 16, 2009

Quando li Valsinha, texto que recebi por e-mail e foi originalmente postado em no blog da leitora, fui levada por uma gostosa sensação de estar realmente valsando através do texto, que flui, deliciosamente.

Um texto leve, delicado, que nos dá a sensação que a protagonista brinca de seduzir e se diverte com isso. Sem grandes papéis estabelecidos. Ora caça e ora caçadora… Erótico e levemente fetichista, Valsinha é uma contribuição de Ludmila Roumillac à Vida Secreta. Espero que gostem.

Valsinha - Texto enviado por Ludmila Roumillac

Tinha uma leveza no olhar, mas por dentro estava em chamas, era a primeira pessoa que a fazia sentir assim. Naquela tarde ela se refugiou para um lugar especial para os dois… Eles conversavam sobre coisas em comum, mas o desejo era latente. Ela resolveu provocar. Levantou para fechar as cortinas e virou para ele com um piscar de olhos sedutor. E ele observava ela com tanto desejo…

Vestia um vestido solto, leve e vermelho que valorizava suas curvas. Ia até o joelho e seu caminhar era encantador com aqueles cabelos levemente perfumados batendo ao vento, sua pele como pólen, seus olhos brilhavam e expressavam tudo o que ele queria saber. Ela sorriu de forma encantadora e colocou um som para que a vizinhança não acordasse com a dança deles.

Ela, somente ela, sabia do que ele gostava. Baixou o tom da luz que estava acesa e o colocou em uma cadeira preso com algemas para somente admirá-la e percorrer seus olhos por todo corpo de sua deusa, e ela dançou para ele; sem tirar os olhos de seu amante, ela fazia como quem vai se despir mas o enganava. Esfregava seus cabelos pela nuca de seu amado e ele entrava em desespero, como um felino que queria a atacar mas se mantinha preso…

Era seu melhor jogo de sedução, os dois embalavam com o ritmo; ela com o corpo e ele com os olhos e o desejo, que era latente conforme ela brincava com ele.

Sua boca foi abrindo à medida que ela tirava as peças de roupa. Ela ameaçava chegar perto mas recuava quando ele quase conseguia beijar seu pescoço.

Suas veias já estavam sobressaltadas e enfim ele conseguiu se soltar, avançou na sua “dona”, agarrou-a pelos cabelos e falou aquelas palavras que ela adorava ouvir em seus ouvidos. Jogou-a de bruços na cama, segurou sua boca para que ela não deixasse escapar seu prazer através das paredes, e a amaou do jeito que só ele sabia que ela gostava. Falava palavras deleitosas e seu prazer escorria pelas pernas.

Ela conseguiu escapar e o teve como presa de novo. Ficando por cima da sua fera, o enlouqueceu pois não havia mulher tão completa quanto àquela.
Ela sim sabia fazer tudo aquilo que ele gostava. Não se importava em se lambuzar toda, em se descabelar, suar… Era uma puta na cama e gostava de tudo. Ele tinha medo dela, e ao mesmo tempo uma fascinação absoluta.
Assim, os gemidinhos dela compassavam com os gemidões dele e os dois foram ao céu, ao céu…!

Suspiraram fundo e continuaram morrendo da forma mais sublime…


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